quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Sobre as minhas últimas oficinas



Durante os dias 7, 8 e 9 de Outubro, decorreu em S. João da Madeira o III Encontro Nacional de Ilustração sob a temática do calçado; para além da exposição, foram também promovidas enumeras oficinas pelas escolas de S. João da Madeira, a mim competiram-me cinco oficinas, com turmas do 5º e 6º anos, na Escola EB 2/3 de São João da Madeira. Dos diversos trabalhos feitos nas oficinas que dei nesta escola, fiz esta pequena selecção de trabalhos, que poderiam ter sido muito bem maravilhosos cartazes promotores do III Encontro Nacional de Ilustração.
A todos os professores e a todas as professoras da Escola EB 2/3 de São João da Madeira, o meu muito obrigado pela calorosa recepção, e por último, o meu muito obrigado aos/às alunos/as.

Obrigado pela aderência, e, por me terem prendado com a vossa criatividade.

Aqui ficam então alguns dos trabalhos desses/as alunos/as, para que também vocês possam regalar o olhar com estas pequenas - grandes obras de arte.





terça-feira, 12 de outubro de 2010

III Encontro Nacional de Ilustração



No dia 7, 8 e 9 de Outubro de 2010, realizou-se em São João da Madeira o III Encontro Nacional de Ilustração, promovido pela organização da Junta de Freguesia de S. João da Madeira, com o apoio da Câmara Municipal de S. João da Madeira, Fundação Calouste Gulbenkian e DGLB/Ministério da Cultura.

Foram mais de cinquenta ilustradores nacionais que expuseram o seu trabalho. Para além da exposição, da qual também faço parte com duas ilustrações, “Orquídea e Violeta”, duas gémeas Princesas, que são obcecadas por sapatos; houve ainda o lançamento oficial da agenda catálogo, oficinas nas escolas, debates, lançamentos de obras com sessão de autógrafos, etc…

Para os que não puderam comparecer, informa-se que a exposição irá estar em São João da Madeira até 13 de Novembro nos "Passos da Cultura", seguindo depois viajem pelo país, portanto, se não for possível irem visitá-la, estejam atentos, quem sabe um dia destes ela não vos faz uma visita na vossa cidade.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Vitória ganhou Vida




Numa das várias apresentações que correram diversas escolas do país, a escritora Maria Helena Pires foi divulgando o seu livrinho “Tretaletra”. Numa dessas escolas, mais concretamente, na Escola E. B. António Dias Simões, em Ovar, a ilustração “Vitória a todos amava”, que realizei para um dos muitos poemas da Maria Helena, viu-se ganhar forma pelas mãos da Professora de Matemática - Elsa Silva, que gentilmente me ofereceu uma Vitória por intermédio da Maria Helena.
À Professora Elsa Silva o meu muito obrigado, não só pela deliciosa prenda, como também pelo facto de ter feito Vitória pular do seu casulo de papel para a realidade, e obviamente, o meu muito obrigado também à Maria Helena Pires, que me confiou a prazeirosa tarefa de ilustrar os seus poemas.
De seguida, deixo-vos Vitória a ilustração, e duas fotos de Vitória a bonequinha.

domingo, 19 de setembro de 2010

O Riscas - de Sónia Borges


PARA VER, COMPRAR, LER, E GUARDAR COM MUITO CARINHO

Quase a ser lançado está o livro “O Riscas”, da colecção “oito por um cordel”, da editora Trinta por uma linha; que foi maravilhosamente escrito e ilustrado pela menina Sónia Borges.



A história fala-nos sobre o Riscas, um rapaz que pode ser a representação de todos aqueles que como ele têm vontade de gritar, mas, cujo medo os leva a carregar esse grito para longe.


Como tudo na vida, enquanto estamos vivos, por mais que até o não desejássemos muitas vezes, os dias e os acontecimentos empurram-nos para a frente, fazem-nos avançar na procura e na busca… é o que o Riscas nos ensina, sim, ele ensina-nos, ensina-nos a não parar mesmo quando o cansaço nos devora, e ensina-nos até a jogar, se for necessário. E porque todas as “viagens” são uma derradeira busca de algo, no caso desta história em particular, o Riscas procurava uma “âncora” que o “amarrasse” a um porto seguro, procura aquilo que todos procuram, um amor verdadeiro e tão puro que na sua imensidão sufocasse todos os seus gritos interiores…


Não bastando o belo texto da Sónia, ela presenteia-nos ainda com umas ilustrações lindas, cheias de cor e sentimento; a prova disso é o inicio a preto e branco, que rapidamente se transforma num alastrar de cor a cada página que passa; como se a cor fosse um presságio daquilo em que a próxima cena se vai transformar. É como se as cores fossem sensações que a pouco e pouco vão explodindo e invadindo o nosso espaço visual. Para além disso, a escolha das canetas, como meio primordial de realização das ilustrações, confere-lhes uma textura ímpar. Até aqueles que não gostam de ler, não deixaram certamente, de reparar neste pequeno-grande livro, pois mais do que falar com palavras, ele fala-nos com imagens.
Como dizia eu no título, O Riscas é um livro para ver, para comprar, para ler e rever num sítio mágico, e por fim, para guardar com muito carinho. Que posso eu dizer-vos mais sobre este livro, talvez que depois de o ter devorado em poucos minutos, que gostava que ele tivesse mais páginas para eu saborear.
Enquanto O Riscas não chega às bancas, deixo-vos algumas imagens do seu interior, para irem matando a curiosidade.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Algazarra de Versos - quase-quase a chegar às bancas



Algazarra de Versos
um livro escrito por_João Manuel Ribeiro, e ilustrado por_Elisabete Ferreira.

Muito em breve, poderão folhear o Algazarra de Versos numa livraria, mas... enquanto isso não acontece,  e, para vos aguçar o apetite, deixo-vos na companhia de algumas das ilustrações que o preenchem.








Relembrando os livros - "Tretaletra" e "Meu Fito, Meu Feito"



Tretaletra,
de Maria Helena Pires, com ilustrações de Elisabete Ferreira,
e editado pela Trinta Por Uma Linha.

No n.º 16 do Solta Palavra, Revista/Boletim do CRILIJ, Manuela Maldonado escreve a seguinte recensão ao livro "Tretaletra" de Maria Helena Pires, com ilustrações de Elisabete Ferreira, editado pela Trinta Por Uma Linha:

“Neste breve volume, como é próprio do texto poético que sugere mais do que diz, Maria Helena Pires constrói toda uma tessitura poética, de ritmos significantes, com incursão, por vezes, na moldura dos trava-línguas e das lengalengas, onde estão presentes os trocadilhos, a rima, o nonsense. No primeiro caso pode referir-se o poema que dá o nome ao volume “Tretaletra”; no terceiro, “Tradicional”. De outras composições. Porém, escorre poesia integral como “Figueira do meu Encanto”, “Fios de Palavras”, “Retalhos de leitura”, em que os vários códigos se inscrevem no dizer o indizível, na captação do primordial.


A ilustradora, Elisabete Ferreira, concebeu um código icónico que interage com o da escrita ao desenhar seres longilíneos, de tipo cinésico, com umas cabeleiras enormes a flutuar ao vento. O cabelo é a cobertura da cabeça, a sede pensante donde as ideias borbotam e onde também estão sediados o sentir e o imaginar. Os cabelos longos que aparecem em movimento funcionam como propulsores dessa intimidade cerebral, afectiva, imaginativa a que as cores atribuídas acrescentam significâncias. Interessante é o facto de, em quase todas as situações, os ouvidos estarem a descoberto ou não fosse a poesia um texto essencialmente para ouvir que, à sua maneira, é a música dos fonemas.







(Tretaletra_a partir dos 8 anos)



Meu Fito, Meu Feito,
de Vergílio Alberto Vieira, com ilustrações de Elisabete Ferreira,
e editado pela Trinta Por Uma Linha. 


Na edição nº 15 da Revista/Boletim do CRILIJ_ Solta a Palavra, o livrinho "Meu Fito, Meu Feito", faz-se acompanhar da seguinte crítica:

"De Vergílio Alberto Vieira, na colecção Rimas Traquinas, há um novo livro inspirado em lengalengas e provérbios, temas do agrado infantil, muitas ancoradas no nonsense.
O titulo do volume é o primeiro jogo sobre o provérbio “Dito e Feito”.
Tendo como suporte o nonsense, aparecem composições como “O Cubo Mágico”, “o Jogo da Glória”, “O Sonho”, “O Polegarzinho Resmungão”. No entanto, há brincadeiras mais elaboradas onde passa informação cuidada sobre figuras portuguesas ilustres como D. Sebastião, Vasco Santana, Fernão Mendes Pinto. Nem o Cristiano Ronaldo escapa à brincadeira… Os animais servem, como nas fábulas, para encarnar os defeitos e as qualidades humanos, caso de “A Girafa Lambisqueira”, “O Sapo Voador”, “Dom Grilo”. Esta última sátira, a mais mordaz, desenvolve-se em quintilhas. Todas as outras composições se estruturam na quadra, o verdadeiro suporte da literatura oral popular.

A ilustração de Elisabete Ferreira, através de figuração hiperbólica, serve a finalidade do texto que é brincar sem limites. Assim se explica o chapéu alto, as pernas alongadas dos bonecos ou os braços, que os rodeiam, as girafas que se estendem da primeira à última página, um D. Sebastião com olhos redondos como mundos de inquietude curiosa, um Fernão Mendes Pinto com uma longa barbicha como os mandarins das terras por onde andou e que lhe confere estatuto, um teclado que sai para fora das páginas do volume.
A escolha das cores de pastel para as páginas agrada ao olhar sem prejudicar os jogos de texto."






(Meu Fito, Meu Feito_a partir dos 8 anos)

Na Olga Santos Galeria



Grandiosas saudações.

Eis aqui algumas das ilustrações que de momento tenho em exposição no Atelier da Olga Santos Galeria... se tiverem curiosidade para as ver ao vivo e a cores passem por lá.

Até mais...






(Olga Santos Galeria, Praça da República, nº 168 - 1º frente_Porto)