Tantas histórias a
habitar cada uma de nós MULHER, tantos sonhos, tantas esperanças... mas porque há
sempre o reverso da medalha, outras vezes há, em que são muitas as MULHERES que
partilham a mesma história, os mesmos medos, a mesma descriminação, a mesma
desigualdade, a mesma luta.
O fio que conduz tal
história e que ora nos entrelaça ora nos afasta é mutável, tal como o caminho que trilhamos.
Esse caminho às vezes é
feito de nuvens, outras vezes é feito de sangue; as mesmas nuvens pelas quais
passam as asas das borboletas velozes a bater, ou as mesmas papoilas, tais
quais corações pulsantes e despedaçados, entre as quais muitas dessas
borboletas perecem.
Caminhos feitos também de
água e de fogo, a mesma água salgada que habita os nossos olhos, o mesmo
fogo da nossa raiva. A água que lava, inunda, afoga, afaga e arrasta... o fogo que queima,
cauteriza, destrói, impulsiona.
Tantas histórias… e ainda
continuo à procura, à procura dessa história que gostava de ver comum a todas nós,
sem excepção – uma história de igualdade e partilha, uma história de justiça e liberdade.
Por tudo isso, Feliz Dia Internacional da Mulher.
Não parem de lutar pelos vossos sonhos, pela vossa igualdade de direitos, pela
vossa liberdade de expressão,
"Vemo-nos por aí", até lá, se possível, fiquem bem e continuem muito inspiradas,
Elisabete, a Borboleta Despenteada





































































