terça-feira, 11 de dezembro de 2018

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Grandiosas saudações.

Mais um Natal que se aproxima, veloz, frio, ansioso e iluminado.

Natal de azáfama, de família... e do inconfundível calor à beira da lareira ou do fogão-de-lenha… do bacalhau cozido com batatas, do bolo-rei de que não sou grande fã, mas que eventualmente como e até me sabe bem, isto, depois de lhe tirar todas e quaisquer frutas cristalizadas… sim, é uma tarefa chata e demorada, mas que vale a pena, até porque de outra forma não me atreveria a trincar o referido bolo, pois odeio o sabor das ditas frutas :) :D

Natal também do Perú ou do Polvo, dependendo da região de Portugal onde se encontrem… da “roupa velha”… e outras demais iguarias culinárias.

Natal dos doces, das rabanadas e das filhoses, eis outras duas coisas que também detesto :D :D e por esta altura já devem estar a pensar que com tantas lambarices natalícias de que não gosto, provavelmente talvez não goste também do Natal… nada disso, para dizer a verdade, à parte as doçarias que nada me dizem, adoro o Natal, aliás, é a minha época festiva preferida.

Gosto do calor das luzes espalhadas pelas vilas e pelas cidades, de enfeitar a árvore, do espírito de reunião e confraternização familiar… da tagarelice, da parvoíce, das músicas de Natal, e do estúpido e sóbrio estado de felicidade em que eventualmente ficamos.

Contudo, esta é também uma época de eventuais exageros, não só alimentares, como de consumismo desenfreado.

Ofertas como o telemóvel da moda que acabou de sair, quando o último ainda estava de óptima saúde… um computador ou um tablet novo com mais funcionalidades, quando os que tinham ainda serviam perfeitamente… mais uma peça de roupa só porque sim, quando o armário está cheio delas… 
Para variar, era bom que as pessoas pensassem menos no comprar apenas por comprar, porque querem andar na moda, ou porque querem demonstrar poder financeiro através da marca X ou Y… e comprassem com mais consciência… fazer-lhes-ia certamente muito melhor não só à carteira, como ao planeta e a quem está ao seu redor.

Posto isto - que tal se usassem o tempo que perdem a fazer compras de loja em loja, para estarem com as pessoas de quem mais gostam?! Os presentes materiais não colmatam espaços vazios, mas o convívio evita muitos deles.

Mais importante que presentes materiais é o carinho humano, a partilha de sentimentos e afectos, o companheirismo, a presença nos bons e nos maus momentos… o estar lá, nem que seja só para ouvir. Para mim o Natal é a celebração de tudo isto, é isso que ele simboliza - Partilha, e é por isso que gosto tanto dele… e por tudo isso também, é que não dou presentes materiais cá em casa, e vice-versa, há já vários anos… pois para nós o maior de todos os presentes é podermos estar todas/os reunidas/os… a nossa presença é assim, só por si só, o maior presente que podemos dar umas às outras, seja enquanto irmãs, ou enquanto filhas.

Este Natal gastem menos tempo com prendas e gastem mais tempo com quem realmente interessa, pois o tempo passa a voar.

Sejam conscientes, hajam de forma honesta e generosa, esqueçam o egocentrismo e façam alguém feliz… ou então, façam algo de bom pelo planeta onde vivem. Distribuam abraços desinteressados, surpreendam alguém desconhecido com um gesto de carinho, digam palavras acolhedoras, assinem uma petição... ou... invistam numa causa nobre.

A todos e todas vós, os meus sinceros votos de um Natal Muito, mas mesmo Muito FELIZ.

Elisabete, a Borboleta Despenteada

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